O PROCESSO DE AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

 

 

INTRODUÇÃO

 

A Educação a Distância por ser uma modalidade de "educação formal" pouco explorada no Brasil assume na era da informação e do conhecimento uma nova dimensão. Com o acesso à Internet popularizado, novas formas de comunicação e de interação passaram a propiciar a troca de conhecimentos desconsiderando as distâncias físicas e temporais.

Professores e alunos passam a usufruir da educação a distância via WEB, onde os meios eletrônicos de comunicação intermediam o processo de ensino e de aprendizagem de forma mais colaborativa, utilizando-se de ferramentas como: e-mail, WWW, listas de discussão, videoconferência.

Mas e a avaliação neste processo? Por inúmeras razões, um professor na modalidade a distância não pode avaliar o aluno apenas através de testes e trabalhos. Assim, a avaliação na educação a distância deve empregar diversos meios, estar a disposição do aluno, orientar o aluno e, certamente, não deve medir apenas quantidades ou refletir apenas um momento pontual.

 

 

O PROCESSO DE AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

 

A apropriação do conhecimento tecnológico, onde a informática e as redes de comunicação assumem novos papéis no processo de transformação social é fundamental na sociedade moderna. Acredita-se que este conhecimento deva ser um instrumento de apropriação e construção de novos conhecimentos. A rede mundial de computadores pode apoiar formas inovadoras de aprender, ensinar e avaliar, sendo vista como uma aliada no processo de reestruturação do ambiente de ensino e aprendizagem.

Para se entender o processo de avaliação, especificamente a avaliação na modalidade de ensino a distância, torna-se necessário compreender como a educação utiliza-se da avaliação, dentro de enfoques distintos, tal como resumido na tabela 4.1

 

Educação num enfoque:

 

Como se avalia:

  • Tradicional

Utilização de verificações de curto prazo e prazo mais longo; punição (reprovação, notas baixas) e reforço positivo (aprovação, bons conceitos).

 

  • Tecnicista

Avaliação de comportamentos observáveis e mensuráveis; controle de comportamento face a objetivos pré-estabelecidos.

 

  • Libertadora

Verificação direta da aprendizagem é desnecessária; avaliação da prática vivenciada entre educador/educando; auto-avaliação em termos de compromisso assumido com a prática social.

 

  • Progressista

A avaliação é realizada a qualquer momento, pois sua preocupação é diagnosticar falhas; observação do desempenho; valorização de outros instrumentos que não a "prova".

 

Tabela 4.1: Avaliação segundo diferentes enfoques

 

 

Ao integrar educação e tecnologias interativas, ocorreu o surgimento da Educação a Distância Mediada por Computador (EDMC), que possibilita atividades educacionais assíncronas, sem a exigência de presenças físicas e simultâneas de professor e alunos, transformando a sala de aula em um espaço "virtual".

Estudar e desenvolver metodologias a serem empregadas na avaliação a distância e que possibilitem avaliações mais dinâmicas e interativas é um desafio, pois embora o avanço da modalidade a distância no sistema educacional, formas de avaliação inovadoras que se adaptem a este modelo são quase inexistentes.

Como conseqüência, os participantes ganham não só conhecimento, mas também novas habilidades sociais, incluindo a habilidade de comunicar e colaborar com colegas fisicamente dispersos. Outra variável importante na eficácia do aprendizado é a preferência do aluno por um modo particular de aprendizado: cooperativo, mas individualizado. Muitos projetos de educação a distância incorporam o aprendizado cooperativo, projetos colaborativos e interatividade entre grupos de alunos e entre locais diferentes. O processo de avaliação a distância deverá contemplar este tipo de aprendizagem.

Quais são os critérios básicos utilizados no processo de avaliação? Ou seja, quando se elabora uma prova o que avaliamos? O que o professor espera de seus alunos no processo de avaliação? A avaliação é um processo de decisão seletiva, um processo que envolve conteúdos e objetivos.

Na modalidade presencial, alguns critérios são bastante evidentes: reprodução do conteúdo ensinado em aula, participação, frequência, comportamento, apresentação; algumas vezes, busca-se avaliar também os critérios subjetivos (fracasso, êxito).

Dentro do campo educacional, a avaliação assume diferentes papéis. A classificação a seguir é definida por Bloom e seus colaboradores, onde a avaliação pode ser:

 

O processo de ensinar e de aprender tem suas próprias dimensões, pressupondo reciprocidade. A aprendizagem envolve satisfação de necessidades, podendo gerar frustrações. O ensinar faz parte de um contexto de aprendizagem, existindo a intencionalidade no ato do professor. Que métodos os professores empregam para dar forma aos objetivos e conteúdos? Como eles ensinam? Que metodologias os professores conhecem e que melhor se adaptam aos seus propósitos? Como a avaliação está normalmente desvinculada do processo de ensino e aprendizagem, acaba servindo apenas para classificar o aluno, não tendo repercussão na dinâmica de trabalho em sala de aula.

Segundo o quadro a seguir, analisando-se duas visões de educação: a tradicional e a progressista, percebe-se a avaliação de forma diferenciada com concepções e objetivos distintos.

AVALIAÇÃO

EM UMA

VISÃO TRADICIONAL

VISÃO PROGRESSISTA

  • Ação individual e competitiva

  • Ação coletiva e consensual
  • Concepção classificatória
  • Concepção investigativa e reflexiva
  • Apresenta um fim em si mesma
  • Atua como mecanismo de diagnóstico da situação
  • Postura disciplinadora e diretiva do professor
  • Postura cooperativa entre professor e aluno
  • Privilégio à memorização
  • Privilégio à compreensão
  • Pressupõe a dependência do aluno.
  • Incentiva a conquista da autonomia do aluno.
  • Para alguns autores, é possível elaborar provas somativas e provas formativas utilizando o computador como instrumento na avaliação. As provas somativas ocorrem ao final da instrução e verificam o que o aluno aprendeu, apresentando uma pergunta após a outra. As provas formativas ocorrem durante o processo de instrução e visam a recuperação de falhas na aprendizagem. O aluno recebe o feedback indicando se a resposta é correta ou incorreta e são fornecidas informações adicionais sobre o assunto abordado pela questão.

    É importante referenciar as diferenças estruturais entre testes formativos, somativos e diagnósticos. Um teste somativo, por exemplo, frequentemente possui mais abrangência de conteúdo que um teste formativo – engloba, na maioria das vezes, os aspectos mais relevantes e mais gerais de várias unidades de ensino, enquanto que este último se atém ao conteúdo de uma unidade específica de ensino. Embora possa haver diferenças estruturais entre os testes formativos, somativos e diagnósticos, um mesmo teste pode servir às três funções da avaliação dependendo do uso que se pretenda fazer dos seus resultados (determinação do ponto de partida do curso ou disciplina, identificação de falhas de aprendizagem que precisam ser sanadas, relação entre conteúdos e objetivos, entre outros).

    Considerando vantagens como: feedback imediato ao aluno, flexibilidade na data de realização da prova, respeito ao ritmo individual do aluno, abordagem modular, oportunidade de fazer cursos não oferecidos no local, apresentação consistente e portabilidade, em relação ao emprego do computador na avaliação à distância, o professor ao avaliar deverá:

    Como desenvolver um conteúdo mais significativo de forma mais participativa, diminuindo a necessidade de recorrer à nota como instrumento de coerção? Não se pode conceber uma avaliação reflexiva, crítica, emancipatória, num processo de ensino passivo, repetitivo deve-se buscar a coerência na teoria e na ação.

    Grande parte dos professores critica fortemente as medidas (testes de avaliação) usadas para monitorar o desempenho de estudantes e avaliar programas, pois elas fracassam ao avaliar os resultados significativos da aprendizagem e assim enfraquecem o currículo, a instrução e as decisões sobre linhas de ação: enfatizam a memorização de fatos com pouca oportunidade para a prática de habilidades de ordem mais alta do pensamento. Assim, surgem questões sobre:

    É evidente que a avaliação deve ser contínua, realizada no processo enquanto o professor acompanha a construção do conhecimento. Na educação a distância, o centro do processo de ensino é o aluno, deste modo procura-se ampliar as possibilidades de escolha do aluno, oferecendo visões alternativas sobre o mesmo problema e materiais complementares que auxiliem na sua formação.

    A avaliação deveria ser um ato dinâmico, implicando na tomada de decisão, servindo para identificar habilidades dos envolvidos no processo de aprendizagem, visando proporcionar um feedback útil aos mesmos e informações proveitosas para a comunidade escolar.

    Para muitos autores, entre as características de um bom instrumento de avaliação, destacam-se:

    - Validade: mede o que se propõe a medir e permite generalizações apropriadas sobre as habilidades dos estudantes;

    - Consistência: requer que os professores definam claramente o que esperam da avaliação, independentemente da matéria ou do aluno;

    - Coerência: apresenta conexão com os objetivos educacionais e a realidade do aluno;

    - Abrangência: envolve todo o conhecimento e habilidades necessários ao conteúdo explorado;

    - Clareza: deixa claro o que é esperado do estudante; não confunde nem induz respostas;

    - Equidade: deve contemplar igualmente todos os estudantes, levando em conta as características e valores de sua comunidade.

     

     

    SISTEMAS DE AVALIAÇÃO NA WEB

     

     

    Atualmente, o número de instituições que desenvolvem trabalhos na área de educação a distância é grande. Considerando-se algumas destas instituições, foi realizada uma pesquisa sobre os sistemas de avaliação disponíveis na WEB, onde foram selecionados seis sistemas de aprendizagem, mostrando como cada um aborda o processo de avaliação do aluno a distância, e os mecanismos utilizados neste processo.

     

     

    É um sistema de avaliação, desenvolvido pelo grupo Apollo da InterEd, tendo por base um modelo conceitual que pode ser adaptado as plataformas Windows e Unix, gerenciando um conjunto de atividades (das mais básicas as mais complexas), através de um software instalado em um servidor que realiza todo o gerenciamento. O sistema funciona de forma transparente tanto para alunos como para professores, automatizando a administração de questões para avaliar a estrutura acadêmica, conteúdo, processo e resultados. Estas questões podem ser aleatórias ou apresentadas quando se chega a alguns pontos definidos. Por exemplo, uma avaliação de 3 minutos pode ser disparada quando o aluno completa uma lição ou a primeira vez na semana em que ele acessa o sistema.

    Através do CyberQ tem-se a implementação de uma estratégia de avaliação multi-característica e multi-método de vários alunos e em diferentes níveis, agregando um grande número de informações para avaliações futuras. Possui um baixo custo por unidade

    Os componentes funcionais deste sistema são:

    1. Software de monitoramento de transações: é o responsável por controlar o movimento eletrônico das informações, registrando proporção da entrada e saída de bytes no sentido:

    Apresentando a quantidade de informações trocadas. Destes dados são extraídas informações como o tempo de resposta em consultas, o quanto um aluno está participando das aulas, etc. Aqui as informações são tratadas de forma comparativa. Quando tem-se grupos de trabalho, pode-se perceber a funcionalidade do mesmo;

    1. Software de Análise Sintática: a análise sintática do que os alunos escrevem, pode ser feita através do uso dos índices Fleisch, em que sílabas, palavras e comprimento de sentenças são contados. Uma estratégia muito usada é a combinação dos dados acima e sistemas inteligentes baseados em regras, combinados com técnicas avançadas de análise de sentenças para definir o estilo de cada estudante, podendo-se definir com tempo e exemplos suficientes, o progresso acadêmico;
    2. Análise de Comentário: as informações são armazenadas usando a própria semântica do aluno, sendo registradas para avaliar o nível de instrução do aluno, do curso, do ambiente de aprendizado e os serviços de suporte;
    3. Análise de Predicado: aqui os textos são agrupados com relação ao seu significado. O caminho mais simples para conduzir este tipo de avaliação, é verificar a freqüência do uso de termos descritivos, aplicativos e analíticos. Estas tabelas são examinadas de acordo com as diferenças entre o nível dos cursos e os seus domínios;
    4. Software de Avaliação Adaptável: outra maneira de se medir é através de perguntas feitas aos alunos durante o decorrer do curso. Umas são feitas quando se acessa o sistema, outras feitas quando se alcança um ponto determinado. O estudante poderá, em muitos casos, "passar" a questão, sabendo que isto aumentará o peso da avaliação nas questões subsequentes. Isto permite ao aluno adaptar melhor sua atividade discente a outras atividades do dia. Entretanto, algumas questões tem que ser respondidas na hora e sem consulta, enquanto que em outras pode-se consultar o material. Esta avaliação inclui:

    a) realização dos objetivos de aprendizado do curso;

    b) cumprimento do alvo educacional do estudante;

    c) crescimento e disposição afetiva do estudante;

    d) satisfação do estudante com relação à instrução, curso e ambiente de aprendizado;

    e) avaliação da faculdade com relação à instrução, curso e ambiente de aprendizado.

    1. Software de Suporte a decisão e disseminação de informações;
    2. Sistema de relação de normas e nível: registro de como o aluno deverá se comportar e responder;
    3. Sistemas de Banco de Dados e Data Warehousing;
    4. Relatórios da evolução e utilização do sistema.

    Através destes componentes, o CyberQ proporciona uma avaliação mais abrangente, procurando dar um feedback ao aluno mesmo para as questões discursivas.

     

    O modelo desenvolvido pela Carnegie Mellon University considera a avaliação importante para o estudante, pois é vista de forma a estimular o aprendizado, verificando suas habilidades e dando-lhe o feedback necessário. Os resultados de avaliações são a única maneira de monitorar as classes a distância e de adaptar uma aula ao aluno.

    O Sistema é baseado em um Banco de Dados (Oracle V7), onde é armazenado todo o conteúdo do curso, através de informações declarativas, e processadas por um sistema genérico. Pelo fato de ter-se todo o conteúdo representado no BD, o registro dos passos do aluno também estar no BD, e a entrega ser feita pelo sistema (Internet), o processo de avaliação fica bem mais fácil. A interface Web do sistema com o banco de dados é feita pelo Oracle Web Server.

    Este modelo apresenta um sistema de segurança e autenticação na rede, sendo esta segurança feita com transações SSL Web e a autenticação com Kerberos login. O aluno deve possuir conexão à Internet e um Web browser instalado em seu computador.

    Figura 1 - Estrutura do Curso Carnegie Mellon

    As principais informações contidas no banco de dados deste modelo incluem:

    O modelo da Carnegie Mellon University possui uma infra-estrutura centrada no estudante, propiciando tanto a entrega do material do curso, como o seu gerenciamento baseado na Web. Além dos tradicionais hipertextos e outras mídias, o sistema gera conteúdos personalizados (avaliações, feedback) para cada aluno, e registra todo o caminho que o aluno fizer durante o curso, obrigando a cumprir as políticas do curso (pré-requisitos, restrições de limite de tempo e momento para exames). O sistema suporta um grande número de alunos e de cursos.

    Cada curso possui um número de características específicas para representar e processar a avaliação. Por exemplo, o sistema pode gerar um exame personalizado baseado em um número de diferentes critérios e parâmetros, incluindo os trabalhos já realizados pelo aluno, bem como seus resultados. A correção é feita automaticamente ou posteriormente pelo professor, caso seja necessário, e o seu resultado (detalhado e personalizado) é enviado para o aluno.

    Com relação à utilização do sistema pelo aluno, cada vez que ele acessa o Banco de Dados para uma determinada unidade, registra-se o momento do acesso, bem como a duração deste acesso.

    O WebCT é uma ferramenta que propicia a criação de sofisticados ambientes educacionais baseados na Web, podendo ser usada para criar desde cursos on-line até a divulgação de material suplementar para algum curso.

    Este sistema foi desenvolvido em PERL sobre a plataforma UNIX, possuindo cerca de 40.000 linhas de código, sendo utilizado por mais de 500 instituições, incluindo a University of British Columbia, com aproximadamente 140 cursos. Este sistema pode ser dividido sob três aspectos:

    1. Ferramenta de apresentação: permite ao projetista do curso definir o lay-out, cor, textos, contadores, para as páginas do curso;
    2. Conjunto de ferramentas do estudante;
    3. Conjunto de ferramentas do Administrador.

    Para o estudante são disponibilizadas as ferramentas de comunicação disponíveis na Internet como as listas de discussão, correio eletrônico e salas de chat, sendo que das seis salas de chat existentes, quatro têm suas conversas registradas em um Banco de Dados, para que se possa monitorar a conversação e a participação dos alunos.

    As questões de múltipla-escolha podem ser colocadas em algumas páginas do curso, e uma explicação é anexada indicando porque a resposta estava incorreta ou dando informações adicionais. Também tem-se a opção de perguntas on-line, que são feitas enquanto o aluno está acessando o curso, devendo a resposta ser dada de pronto, ou seja, sempre é dado um feedback imediato ao aluno. Cada aluno tem acesso as notas que recebeu em todas as atividades já realizadas. Existe, também, uma área para a apresentação do projeto desenvolvido em grupo, que pode ser visualizada por todos os integrantes do curso.

    As ferramentas de Administração são utilizadas para auxiliar na entrega, manutenção e desenvolvimento do material do curso. Pode-se destacar o acesso à informações sobre do progresso dos alunos, estas informações são obtidas nas seguintes páginas:

    1. Página resumo: apresenta os estudante (nome completo e identificador de login no sistema), e informações sobre a data do primeiro acesso, o último acesso e o número total de acessos;
    2. Perfil do estudante: aqui além das informações da página de resumo e do título da última página visitada pelo aluno, tem-se também informações adicionais e mais detalhadas do aluno. Tem-se acesso a três tipos de páginas:

    1. Página de uso: relaciona o uso de cada componente do curso, apresentando o número de acessos, tempo total e médio que os alunos gastaram acessando o componente, bem como mensagens enviadas.

    Através de ações simples, pode-se modificar a indexação das tabelas, sendo que os resultados destas consultas podem ser copiados para uma área de trabalho e serem reaproveitados em outro componente, como por exemplo no serviço de e-mail.

     

    Figura 2 - Tela de distribuição do acesso do WebCT

     

    Existe também um Banco de Dados de questões, onde as questões são armazenadas e agrupadas por tópicos. Podem ser questões do tipo: verdadeiro/falso, múltipla-escolha, combinação, preencher espaço em branco ou resposta curta. Todas têm feedback imediato indicando a resposta correta e alguma informação extra, menos a resposta curta que possui um modelo de correção aproximado, onde inclui-se o que é correto/errado. É mantido um histórico da performance dos alunos em cada questão, para saber as questões onde os alunos apresentam maior dificuldade.

    Todo acesso ao WebCT é controlado pelo nome do usuário e senha. Pode-se também definir importância para cada atividade, permitindo assim que o conceito final seja gerado automaticamente. O projetista define os campos do Banco de Dados que interessam e o peso de cada um.

     

     

    TopClass, foi desenvolvido pela WBT Systems, sendo um poderoso mecanismo para gerenciamento virtual de classes (cursos), levando em consideração todos os aspectos relativos ao conteúdo, gerenciamento e entrega do material, sendo um sistema que trabalha sob a Internet ou Intranet. É usado por várias instituições, entre elas destaca-se a University of New York.

     

     

     

    Figura 3 - Funcionamento do TopClass

    O Sistema é composto de um servidor que possui um Banco de Dados Orientado a Objeto, onde estão armazenadas todas as informações dos usuários, conteúdo e classes, bem como o serviço de servidor Web. A segurança é feita através de transações SSL.

    A migração de uma plataforma para outra é feita simplesmente pela transferência de um servidor para outro, sem qualquer conversão. A solicitação do usuário é processada como mostra a figura 3, onde os alunos e instrutores são agrupados em classes, podendo participar em mais de uma classe.

    O TopClass inclui componentes como:

     

     

     

     

    Classnet é uma ferramenta que proporciona automatizar funcionalidades administrativas para cursos através da Internet. Professores, alunos e administradores, interagem com esta ferramenta apenas usando um Web browser, e desta forma poderão organizar e ter acesso às informações da sua classe, pois o Classnet é quem faz a ligação entre o Banco de Dados e o browser.

    Ele consiste em quatro objetos:

    Figura 4 - Tela do Menu do Instrutor

    Pode-se destacar como características do ClassNet:

    O sistema também possui mecanismos de listas de discussão, salas de chat e e-mail. As informações trocadas são armazenadas para futuras avaliações. A figura 4 apresenta a tela de opções para o instrutor de um curso com o ClassNet.

     

    O AulaNet é um ambiente de aprendizagem cooperativo baseado na Web, desenvolvido no Laboratório de Engenharia de Software (LES) do Departamento de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), para a criação e assistência de cursos à distância sobre os mais variados assuntos.

    Os cursos do AulaNet baseiam-se nas seguintes premissas:

    A comunicação entre professor e aluno, e entre alunos-alunos, é realizada através dos seguintes mecanismos:

    O AulaNet oferece três métodos de avaliação: prova, trabalho e exercício. Através de exercícios e trabalhos, os alunos podem debater, criar projetos e compartilhar experiências, isto é, participar ativamente do processo de aprendizado. Através de provas, o professor pode fazer a avaliação formativa do processo de aprendizagem, enfatizando a importância dos aspectos cognitivos da aprendizagem.

    As provas são controladas por uma ferramenta de criação e correção automática desenvolvida no LES, chamada Quest. Os objetivos do Quest são auxiliar o professor na criação de provas, dar feedback aos alunos e gerar relatórios para o professor, pois estes relatórios são importantes para que o professor seja capaz de avaliar o quanto os alunos aprenderam e o seu relacionamento com os objetivos do processo de aprendizagem.

     

    Como pode-se observar através deste levantamento, o número de mecanismos de avaliação disponíveis, em alguns sistemas atualmente é bastante diverso, evidenciando preocupação em promover uma avaliação que não esteja restrita a provas, mas que esta avaliação se realize através de outras formas, utilizando as tecnologias disponíveis na WEB hoje. A tabela a seguir, apresenta os mecanismos de avaliação utilizados em cada um dos sistemas descritos neste capítulo.

     

    Mecanismos de avaliação

    CyberQ

    Carnegie

    WebCT

    TopClass

    ClassNet

    AulaNet

    Testes via Web

               

    Sistema de Rastreamento

               

    Sistema de análise de textos

               

    Testes Web adaptáveis

               

    Trabalhos via Web

               

    Testes personalizados

               

    Registro de informações trocadas em Chats

               

    Registro de informações trocadas em listas

               

    Comparação dos sistemas de avaliação

     

     

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

     

    Na educação a distância, a interação dos alunos com os colegas e com o professor e, a troca de informações entre o grupo são essenciais para que ocorra a aprendizagem, buscando a construção de conhecimentos por todos os envolvidos ativamente neste processo.

    A aprendizagem significativa é reflexiva, construtiva e auto-regulada (as pessoas são construtoras de seus próprios conhecimentos). Assim, a presença ou ausência de certa informação não é fator primordial na avaliação, mas sim como e se o estudante organiza, estrutura e utiliza a informação para resolver problemas mais complexos. Fatos e habilidades isoladas são mais difíceis de aprender e de adaptar na solução de problemas do cotidiano se não forem pertinentes a realidade do aluno

    Diversas inovações tecnológicas foram desenvolvidas ao longo dos anos e estão sendo incorporadas ao processo educacional, mas especificamente ao processo de avaliação: dos testes de escolha múltipla (de uma única resposta correta) para as questões abertas, dos trabalhos individuais para os projetos colaborativos, Hoje, quando se pensa em avaliação na educação a distância percebe-se claramente que um longo caminho ainda deve ser construído, pois outras perspectivas como a auto-avaliação e os testes adaptativos (teste que se adaptam ao conhecimento do aluno) se tornam mais efetivas na educação de alunos mais críticos, criativos e com maior autonomia.

    Muitas vezes não se sabe bem como medir os resultados, até porque o que existe são evidências de que houve melhora, e não provas incontestáveis. A implementação de salas de chat, listas de discussão e correio eletrônico podem proporcionar subsídios para o processo de avaliação via WEB, cujos objetivos devem ser: identificar os pontos fortes e fracos, ajudar o aprendiz a aprender, auxiliá-lo nos estilos de aprendizagem e preferências.

     

     

     

    BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

     

    AMERICAN CONSULTING ENGINEERS COUNCIL Metrics for Learning. 1997. Disponível por WWW em http://www.acec.org/business/prodev8.htm (01/03/1999).

    BELLONI, Maria Luiza. Educação a distância. Campinas: Autores Associados, 1999.

    BLACK, Erika. Behaviorism as a Learning Theory. Disponível por WWW em http://129.7.160.115/inst5931/behaviorism.html (10/10/1998).

    Bloom, B. S., Hastings, J. T., & Madaus, G. (1971). Handbook on formative and summative evaluation of student learning. New York: McGraw Hill Co.

    BRA, Paul M.E. de. Teaching Hypertext and Hypermedia through the Web. 1996. Disponível por WWW em http://aace.virginia.edu/aace/conf/webnet/html/ 110/110.htm (10/01/1999).

    DIETEL, R.J., HERMAN, J.L. e KNUTH, R.A. What Does Research Say About Assessment? NCREL: Oak Brook, 1991.

    DIRKS, Matthew. How is Assessment Being Done in Distance Learning? Disponível por WWW em http://star.ucc.nau.edu/~nauweb98/papers/dirks.html (15/12/1998).

    GIBSON, Elizabeth J. A Comparative Analysis of Web-Based Testing and Evaluation Systems. 1997. Disponível por WWW em http://renoir.csc.ncsu.edu/MRA/Reports/ WebBasedTesting.html (10/01/1999).

    GOLDBERG, Murray W. An Update on WebCT (World-Wide-Web Course Tools) – a Tool for the Creation of Sophisticated Web-Bases Learning Enviroments. Disponível por WWW em http://homebrew1.cs.ubs.ca/webct/papers/nawweb/full-paper.html (12/11/1998).

    GORP, Mark J. Van; BOYSEN, Pete. Classnet: Managing the Virtual Classroom. Disponível por WWW em http://aace.virginia.edu/aace/conf/webnet/html/401.htm (30/11/1998).

    GRAU, Isidro. Cognitive Psychology and its Application to Education. Disponível por WWW em http://129.7.160.115/inst5931/COGNTIVE.PSY (16/10/1998).

    GREENBERG, Arana. WBT: The New Millennium – Training at the Speed of Change. Disponível por WWW em http://www.isoc.org/inet99/proceedings/ 2a/2a_1.htm (28/06/1999).

    HAZARI, Sunil. Evaluation and Selection of Web Course Management Tools. Disponível por WWW em http://sunil.umd.edu/webct/default.htm (04/01/1999).

    HAZARI, Sunil. Online Testing Methods in Web Based Courses. Proceedings of the 14th Annual Conference on Distance Teaching and Learning, 155-157. 1998. Disponível por WWW em http://sunil.umd.edu/documents/assmnt/onlinetest.htm (04/01/1999).

    HILTZ, S. R.; BENBUNAN-FICH, R. Supporting collaborative learning in asynchronous learning networks. Disponível por WWW em http://eies.njit.edu/~hiltz/CR

    Project/unesco.htm. (15/09/1998).

    HILTZ, S.R. Impacts of college-level via Asynchronous Learning Networks: some preliminary results. Disponível por WWW em http://eies.njit.edu/~hiltz/ workingpapers/pnmy/pnmy.htm. (15/09/1998).

    HILTZ, S.R. The virtual classroom and the virtual university at New Jersey Institute of Technology. Disponível por WWW em http://eies.njit.edu/~hiltz/CR Project/sloansum1.htm. (15/09/1998).

    HOOPER, Mary. Assessment in WWW-Based Learning Systems: Opportunities and Challenges. Journal of Universal Computer Science, vol. 4 (1998) 330-348. Disponível por WWW em http://www.iicm.edu/jucs_4_4/assessmnet_in_www_based/ paper.html (04/01/1999).

    LAASER, Wolfram. Manual de criação e elaboração de materiais para Educação a distância. Brasília: CEAD - Universidade de Brasília,1997.

    LABORATÓRIO DE ENGENHARIA DE SOFTWARE - LES. Projeto AulaNet - Ajudando o Professor a Fazer seu Dever de Casa. Departamento de Informática PUC-RJ. 1998. Disponível por WWW em http://aulanet.les.inf.puc-rio.br/aulanet/ (07/02/1999)

    LANG, Trudi. An Overview of Four Futures Methodologies. Disponível por WWW em http://www.soc.hawaii.edu/~future/j7/LANG.html (01/03/1999)

    LOYOLLA, Waldomiro P.D.C.; PRATES, Maurício. Educação a distância Mediada por Computador (EDMC) - Uma Proposta Pedagógica. Disponível por WWW em http://www.puccamp.br/~prates/edmc.html (01/03/1999).

    MCLEAN, Robert S. Assessing Course Assignments Submitted as Web Pages. Disponível por WWW em http://info.isoc.org/isoc/whatis/conferences/inet/ 96/proceedings/c7/c7_4.htm (20/12 /1998).

    OLIVEIRA, D. P. T. A prática do professor em avaliação: conservadorismo ou transformação. In: Tecnologia Educacional. Rio de Janeiro: v. 20 (102/103): 39-42, set./dez. 1991.

    OPEN UNIVERSITY. Disponível por WWW em http://www.open.ac.uk

    PORTER, L. R. Creating the virtual classroom: distance learning with the Internet. New York: John Wiley & Sons, 1997.

    POTTER, Donna J. Evaluation Methods Used in Web-based Instruction and the Online Course, Taming the Electronic Frontier. Disponível por WWW em http://mason.gmu.edu/~dpotter1/1djp_611.html (06/11/1998).

    REHAK, Daniel. Carnegie Mellon Online. Disponível por WWW em http://online.web.cmu.edu/static/doc/overview/overview.html (08/11/1998).

    SANDHOLTZ, J. H. et alii. Ensinando com tecnologia: criando salas de aula centradas nos alunos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

    TAROUCO, Liane M. R. Comportamentalismo e o computador como máquina de ensinar. Disponível por WWW em http://penta2.ufrgs.br/edu/edu3375/e3375m.htm (01/10/1998).

    TAROUCO, Liane M. R. Ensino à Distância no WWW. Disponível por WWW em http://penta.ufrgs.br/edu/eduwww.html (01/10/1998).

    TUROFF, M. Designin a virtual classroom. In: International Conference on Computer Assisted Instruction ICCAI’95. Disponível por WWW em http://eies.njit.edu/ njIT/Department/CCCC/VC/Papers/Design.htm. (15/09/1998).

    WILLIS, Barry. Evaluation for Distance Educators. 1996. Disponível por WWW em http://www.uidaho.edu/evo/dist4.html (15.10.1998).