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24/11/2016

Defesa de Tese de CRISTINA MARIA PESCADOR

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Data: 13 de dezembro de 2016 (terça-feira)

Horário: 13:30

Local: Sala 329 - Auditório do PPGIE/CINTED

Orientadora: Profª. Drª. Lea da Cruz Fagundes

Banca Examinadora:

Prof. Dr. Sergio Roberto Kieling Franco (PPGIE/UFRGS)

Profª. Drª. Leni Vieira Dornelles (Faced/UFRGS)

Profª. Drª. Eliane Schlemmer (UNISINOS)

Projeto: "EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS DIGITAIS: CARTOGRAFIA DO LETRAMENTO DIGITAL EM UMA ESCOLA DO CAMPO"Resumo: Este trabalho tem como proposta cartografar o processo de inclusão digital em uma escola de classe multisseriada, situada em área rural no interior do estado do Rio Grande do Sul, contemplada pelo Programa Nacional de Educação no Campo (Pronacampo) em 2013. Busca-se responder a pergunta ?Que mudanças são observadas em uma escola do campo e na comunidade que a cerca com relação ao processo de letramento e possível emancipação digital de seus atores (professores, estudantes e familiares) a partir da introdução de laptops na modalidade 1:1??. O estudo visa a observar, acompanhar e cartografar os movimentos provocados e verificar se há mudanças indicando ações de letramento digital nessa escola. Tendo em vista a proposta de acompanhar um processo em andamento, optou-se pela cartografia (DELEUZE e GUATTARI) como inspiração para o método de investigação, pois ele permite produzir e construir os dados da pesquisa enquanto se realizam as observações das práticas em sala de aula, as entrevistas com os estudantes e professores, e os registros no diário de bordo da pesquisadora. Nessa caminhada, enquanto cartografa, registra suas observações e percepções com relação aos sujeitos-atores da pesquisa, a pesquisadora se transforma também em um dos atores do processo. A cartografia dos movimentos provocados pela inserção dos laptops na rotina da escola e a possibilidade de delinear algumas mudanças na rotina e nas práticas escolares fornece subsídios para analisar se essas mudanças apontam para situações de letramento e emancipação digital que ultrapassem os limites da sala de aula e da escola. Essa análise é feita à luz dos conceitos de autonomia, interação e solidariedade (PIAGET e FREIRE), cooperação e respeito mútuo (PIAGET), emancipação (FREIRE e DEMO), cultura digital (LÉVY e LEMOS), letramento digital (SOARES, COSCARELLI e RIBEIRO) e emancipação digital (SCHWARTZ e SCHLEMMER). A produção e análise dos dados é guiada por quatro pistas (PASSOS, KASTRUP e ESCÓCIA): atenção flutuante, cartografar é acompanhar processos, entrevistas cartográficas e registros em um diário de campo. Os dados levam a crer que, embora a inclusão digital seja um dos objetivos do Pronacampo, os movimentos identificados no estudo e que efetivamente indicam inclusão e letramento digitais são, de fato, provocados pelo comprometimento e envolvimento da comunidade escolar em buscar soluções para problemas de conectividade e manutenção dos equipamentos. Entre esses indicadores, encontra-se a busca pelo acesso à internet nas residências de alguns estudantes como alternativa à dificuldade de captação de sinal por causa da localização da escola. Também é possível identificar movimentos em direção ao letramento digital cultivado pela postura das professoras em provocar situações para que as crianças explorem recursos e possibilidades de uso dos laptops. Mesmo sem haver conexão à internet na escola, ações espontâneas com algumas crianças se tornando provedores de conteúdos digitais são acolhidas e valorizadas, em um movimento que permite que exercitem seu protagonismo na busca de soluções e alternativas para os problemas encontrados. Com a recente contratação do serviço de banda larga é possível pensar que novos movimentos de letramento e, quiçá, de emancipação digital venham a acontecer no futuro.

Palavras-chave: Autonomia. Cooperação. Cartografia. Escola do Campo. Inclusão Digital. Letramento Digital. Pronacampo.




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